Redação
Mato Grosso já contabiliza oito mortes por meningite em 2026, segundo dados atualizados pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT). Ao todo, o estado registra 29 casos confirmados da doença neste ano, conforme informações divulgadas nesta terça-feira (28).
O número de óbitos subiu de seis para oito após atualização do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), que passou a incluir as mortes de Izabella Vitória de Oliveira Pinto, de 13 anos, e Cecília Emanuele de Melo, de 5 anos, ambas em Sinop, vítimas de meningite do tipo B.
De acordo com a SES, este já é o ano com maior número de casos confirmados da doença nos últimos três anos. Em 2024, foram registrados 18 casos, enquanto em 2025 o total chegou a 25. Apesar do aumento, a secretaria afirma que não há indicativo de surto no estado.
A pasta informou que os casos seguem sendo monitorados pela Vigilância Epidemiológica, em conjunto com municípios, Escritórios Regionais de Saúde e unidades de saúde.
Doença grave e de rápida evolução
A meningite é uma inflamação das meninges, membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal, podendo ser causada por vírus, bactérias, fungos ou outros agentes. As formas bacterianas são as mais preocupantes devido ao risco de evolução rápida e maior gravidade.
Entre os principais sintomas estão febre alta súbita, dor de cabeça intensa, vômitos, rigidez no pescoço, sonolência, irritabilidade, confusão mental, sensibilidade à luz, manchas na pele e convulsões. Em crianças pequenas, sinais como choro persistente, irritação e recusa alimentar também devem ser observados.
A orientação das autoridades de saúde é procurar atendimento médico imediato diante de qualquer suspeita.
Risco de sequelas e importância da vacinação
Segundo especialistas, além do risco de morte, a meningite pode causar sequelas graves. Entre as complicações estão perda auditiva, déficits neurológicos, dificuldades motoras, problemas visuais e atraso no desenvolvimento cognitivo.
A SES reforça que a vacinação é a principal forma de prevenção. O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece gratuitamente imunizantes contra diferentes tipos da doença, como meningocócica C, ACWY, pneumocócica e Haemophilus influenzae tipo B.
No entanto, a vacina contra meningite do tipo B — responsável por parte dos casos mais recentes — não está disponível gratuitamente na rede pública, sendo encontrada apenas na rede privada.
Situação segue monitorada
Mesmo com o aumento no número de casos e mortes, a Secretaria de Saúde destaca que o cenário ainda é considerado endêmico, com registros esperados ao longo do ano.
A pasta orienta a população a manter a vacinação em dia, evitar automedicação e buscar atendimento médico ao apresentar sintomas.
O estado segue em monitoramento contínuo, com foco na prevenção, diagnóstico precoce e resposta rápida para evitar novos casos e óbitos.
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